Na indústria, o custo da embalagem não deve ser analisado apenas pelo valor do kg.
O que realmente impacta o resultado da operação é quanto se consome por palete.
Muitas empresas ainda utilizam stretch convencional de 23 ou 25 micras por hábito ou padrão histórico. No entanto, quando o comparativo é feito de forma técnica, analisando consumo real e rendimento por bobina, o cenário muda.
Comparativo prático de consumo
Consumo médio por palete:
- 25 micras convencional → 400 a 500 g
- 8 micras pré-estirado → 150 a 200 g
Isso pode representar uma redução média de até 60% no consumo de material por palete, mantendo estabilidade e segurança da carga quando aplicado corretamente.
Rendimento por bobina (exemplo: 4 kg)
- 25 micras → 8 a 9 paletes
- 8 micras → 22 a 26 paletes
Na prática, é possível obter mais que o dobro de rendimento com a mesma bobina, reduzindo trocas, movimentação e tempo operacional.
Por que o pré-estirado rende mais?
O stretch pré-estirado passa por um processo de alongamento industrial controlado antes de chegar ao cliente.
Esse processo:
- Reduz a espessura final
- Mantém resistência adequada
- Padroniza a aplicação
- Minimiza variações operacionais
O resultado é maior eficiência com menor peso aplicado por palete.
Benefícios operacionais
Além da economia direta de material, há ganhos operacionais relevantes:
- Redução de esforço físico na aplicação manual
- Melhor padronização da paletização
- Menor desperdício
- Maior previsibilidade de consumo
- Controle mais preciso do custo por palete
Empresas que analisam custo por palete — e não apenas custo por kg — normalmente identificam ganhos financeiros expressivos ao migrar para 8 micras.
Impacto Financeiro: quando o número fica claro
Vamos considerar um exemplo simples:
Empresa que paletiza 2.000 paletes por mês.
Consumo médio:
25 micras → 450 g por palete
2.000 × 450 g = 900 kg/mês
8 micras → 175 g por palete
2.000 × 175 g = 350 kg/mês
Economia mensal aproximada:
900 kg – 350 kg = 550 kg
Se considerarmos um valor hipotético de R$ 10 por kg:
550 kg × R$ 10 = R$ 5.500 por mês
Em 12 meses:
R$ 66.000 de economia anual
Agora imagine esse impacto em operações com 5.000 ou 10.000 paletes mensais.
Não estamos falando apenas de troca de espessura.
Estamos falando de eficiência financeira estruturada.
Como calcular na sua operação
Para realizar um comparativo técnico, levante:
- Quantos paletes são expedidos por mês?
- Qual o consumo médio atual por palete?
- Qual o peso da bobina utilizada?
- Qual o custo por kg do material atual?
Fórmula básica:
Consumo mensal = paletes × gramas por palete
Converter para kg
Multiplicar pelo valor do kg
Em seguida, repetir o cálculo utilizando o consumo médio do 8 micras.
A comparação pronta muda a conversa — principalmente quando chega na mesa da diretoria.
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